
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou recentemente que há 60% de chance de o fenômeno La Niña se desenvolver até o final de 2024. Esta estimativa é um pouco inferior à previsão feita em junho, que apontava uma probabilidade de 70%. O La Niña ocorre quando há o resfriamento das águas do Pacífico Equatorial Central e Leste, com uma queda de temperatura de pelo menos 0,5°C, alterando padrões climáticos globais.
Efeitos do La Niña no Brasil:
- Norte e Nordeste: Aumento das chuvas.
- Centro-Sul: Tempo mais seco e chuvas irregulares.
- Sul: Condições secas com maior entrada de massas de ar frio.
Contexto global e mudanças climáticas Embora o La Niña geralmente reduza as temperaturas globais, os últimos nove anos foram os mais quentes já registrados, devido à influência das mudanças climáticas. Mesmo com a possível chegada do La Niña, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que o aquecimento global causado por atividades humanas continua a ser o principal responsável pelo aumento da temperatura.
El Niño e La Niña: efeitos opostos Enquanto o El Niño eleva as temperaturas e provoca secas no Norte e Nordeste do Brasil, o La Niña, por sua vez, intensifica as chuvas nessas regiões e traz maior variação térmica ao país. O El Niño de 2023 foi especialmente forte, afetando o clima em várias partes do mundo.
Previsões para o fim do inverno Com o fim do inverno, espera-se um tempo mais seco em boa parte do Brasil, com chuvas abaixo da média em várias regiões. As temperaturas, no entanto, devem permanecer acima da média, especialmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e partes do Sul e Sudeste, onde há possibilidade de novas ondas de calor.